Empresa 100% nacional, a KDL chegou aos dias atuais como referência em sistemas de comunicação para iluminação pública, com o maior CCO privado do país e uma plataforma integrada voltada para as cidades inteligentes

Quando a KDL iniciou suas operações em 2007, o mercado de iluminação pública no Brasil ainda engatinhava na discussão sobre tecnologia e eficiência. Dois anos depois, em 2009, a empresa concluía o desenvolvimento de um sistema de comunicação para luminárias que, à época, não tinha similar no país. Para falar sobre isso e tudo que a KDL representa, conversamos com Klaus Lacher, CEO da empresa.
Um Começo Difícil
O caminho percorrido pela KDL desde o seu surgimento até conquistar obras de maior expressão não foi linear. Entre 2009 e 2014, a empresa realizou pequenas demonstrações de produto em diversas cidades, sem conseguir contratos que garantissem a sustentabilidade do negócio. Para seguir investindo no segmento de telegestão, foi necessário diversificar, fabricando luminárias e outros equipamentos como forma de financiar o desenvolvimento tecnológico central.
O cenário ficou ainda mais desafiador quando uma resolução da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) transferiu a responsabilidade sobre os ativos de iluminação pública das concessionárias para as prefeituras. A mudança alterou completamente o panorama do setor e impôs à KDL a necessidade de reposicionar seus produtos em um mercado que ainda não compreendia bem o que estava recebendo.
Nesse mesmo período, as tecnologias de iluminação aconteciam de forma acelerada: das lâmpadas de mercúrio ao sódio, do sódio à metálica, da metálica ao LED. Cada transição exigiu adaptações no sistema da empresa. “O produto que nós fabricamos lá atrás em 2009 funciona na nossa rede perfeitamente até hoje”, destaca Klaus, sinalizando que a compatibilidade ao longo do tempo foi uma escolha de engenharia, não uma coincidência.

Software Como Diferencial
Se o hardware foi adaptado às mudanças tecnológicas do setor, o software foi o campo onde a KDL mais investiu ao longo dos anos. A plataforma desenvolvida pela empresa permite avaliar a comunicação entre as luminárias, monitorar o desempenho das operadoras de sinal, inspecionar individualmente cada ponto de luz e garantir a qualidade da informação transmitida.
Um dos diferenciais que Klaus destaca na empresa é a oferta de redundância real por duas vias de comunicação independentes, algo que, segundo a Klaus, é frequentemente confundido no mercado com o simples uso de duas ou três operadoras diferentes. “Muitas empresas confundem redundância com duas ou três operadoras, e isso não é verdade”, afirma.
A capacidade de adaptação contínua vem, segundo a empresa, do fato de ela acumular todas as funções da cadeia: desenvolvedora, fabricante, operadora e prestadora de assistência técnica. Esse modelo permite que cada demanda dos clientes se converta diretamente em melhoria de produto.

O Maior CCO Privado do País
Hoje, a KDL opera o que descreve como o maior Centro de Controle Operacional privado do Brasil. A estrutura integra câmeras, levantamentos, gráficos, mapas de telegestão e mapas de situação em tempo real, permitindo que gestores municipais acompanhem o estado de cada luminária instalada na cidade.
A plataforma foi construída com foco na integração: o sistema conversa com outros softwares por meio de APIs, permitindo que as informações coletadas na rua sejam acessadas por diferentes setores da administração pública, da segurança pública ao abastecimento de água. “Todos os produtos que nós somos capazes de controlar vão fazer parte desse sistema de monitoramento e de telegestão”, explica Klaus.
Em termos de conectividade, o sistema da KDL opera em faixas de radiofrequência livres, sem custo mensal para as prefeituras, e suporta múltiplas tecnologias de transporte de dados, entre elas GPRS, GSM, NB-IoT, ZigBee, Wi-Fi e LoRa. Essa flexibilidade permite que a solução seja adaptada a diferentes contextos municipais e até a outros países, onde as faixas de frequência regulamentadas são distintas.
Benefícios Econômicos e Operacionais para os Municípios
A implementação da telegestão traz consequências diretas para a gestão financeira dos municípios, especialmente no que diz respeito à cobrança de energia elétrica. Atualmente, muitas concessionárias realizam a cobrança por avença, um modelo estimativo que não reflete o consumo real da rede de iluminação. O resultado, segundo Klaus, pode ser prejuízo para as próprias concessionárias, que muitas vezes subestimam a quantidade real de pontos de luz ativos em uma cidade.
“Tem cidade que está registrada com 1.500 pontos e você vai lá e tem 6.000”, relata a empresa. A telegestão, ao medir o consumo efetivo, equilibra as contas de ambos os lados e libera recursos municipais para outras áreas, como segurança pública e monitoramento de vias.
Do ponto de vista operacional, o impacto também é significativo. Quando uma luminária apresenta defeito, a informação chega à prefeitura de forma instantânea, sem depender de reclamações da população ou de rondas periódicas pelas ruas. A manutenção passa a ser orientada por dados, e não por demanda reativa. “Não é necessário o município ir lá e reclamar que a rua inteira está apagada”, resume Klaus Lacher

O Próximo Passo: Cidades Verdadeiramente Conectadas
O horizonte da KDL vai além da iluminação pública. A empresa trabalha atualmente na integração de diferentes tecnologias de IoT ao seu sistema, com o objetivo de transformar a infraestrutura já instalada nos pontos de luz em uma rede de coleta e distribuição de dados para toda a cidade.
A proposta não é criar um ecossistema fechado, mas o oposto: uma plataforma aberta, capaz de dialogar com sistemas de terceiros por meio de APIs e protocolos de comunicação padronizados. “Nós não queremos uma comunicação isolada, nós queremos uma comunicação efetiva entre todos os equipamentos”, afirma Klaus.
Com uma equipe dedicada ao desenvolvimento de novos sistemas e mais de uma década e meia de experiência acumulada no setor, a KDL se posiciona como parceira de municípios e empresas que buscam integrar soluções de qualidade ao universo das cidades inteligentes, com a vantagem de ser uma empresa 100% nacional, desenvolvendo e operando tecnologia de ponta no Brasil.
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